Cuidados necessários na punção venosa periférica
A punção mal indicada ou mal mantida é uma das principais causas de flebite e de perda de acesso no domicílio. Revisão prática do que muda o desfecho.
A punção venosa periférica é um dos procedimentos mais executados da enfermagem — e justamente por ser rotineiro costuma perder o rigor. No domicílio, onde não há um acesso reserva na sala ao lado, cada detalhe pesa mais.
Antes de puncionar
- Confirme a indicação e o tempo previsto de terapia. Terapias longas ou soluções irritantes pedem outro dispositivo, não um cateter periférico.
- Avalie a rede venosa dos dois membros e evite áreas de flexão, membro com fístula, esvaziamento ganglionar ou déficit motor.
- Escolha o menor calibre capaz de entregar a terapia. Cateter grande em veia pequena é receita para flebite mecânica.
Durante
- Higiene das mãos e antissepsia com clorexidina alcoólica, respeitando o tempo de secagem.
- Garrote por no máximo um minuto.
- Estabilize a veia sem tocar novamente o local antissepsiado.
- Cobertura estéril transparente permite inspeção diária sem retirar o curativo.
Depois
Registre data, hora, calibre, local e intercorrências. Oriente a família sobre sinais de alerta: dor, calor, endurecimento do trajeto, edema ou saída de secreção. Reavalie a cada plantão e retire o dispositivo assim que houver indicação clínica — a permanência não deve ser decidida apenas pelo relógio, mas pela avaliação.
O erro mais comum
Insistir em manter um acesso doloroso porque "ainda está infundindo". Dor à infusão é sinal, não detalhe.